A rotina da inércia

Por quanto tempo essa inércia ainda permanecerá em mim? Quando eu irei entender que preciso fazer algo pra mudar tudo isso? Quando descobrirei como fazer isso? 

Nada mais me interessa, me surpreende. Eu entendi que as pessoas são sujas e o mundo é podre, e eu faço parte disso. Neste momento, ver uma pessoa atirando na cabeça de outra, não me assustaria, não me causaria nenhuma reação. A única coisa que me assusta é saber que eu não me assustaria.

Não tenho vontades, desisto facilmente de pequenos planos. A desistência me leva a inércia. E esse ciclo é vicioso.Além de vicioso, me prende, me seduz,de uma forma inexplicável. Fugir das responsabilidades e das expectativas que você não quer pra si, é bom, mas te leva à falência. 

O pior de ter seus planos destruídos a todo instante é saber que você não se importa, porque não tem forças pra se importar. E não tem forças pra não desistir, ou pra fazer novos planos. Você tem força, apenas, pra escrever um texto patético.Nada mais faz sentido. Tudo está, absolutamente, errado.

Fingir sorrisos, falsificar a felicidade, esconder a dor e a tristeza viraram rotina. Rotinas são sempre viciosas, sempre te prendem, sempre te seduzem.

Achamos que viver é isso.

Porque eu não posso receber o prêmio antes de terminar a corrida?

Mesmo que eu saiba que a corrida tá vencida? 

Mesmo que meus planos só ataquem as feridas?

Mesmo que tudo isso seja só mais uma partida?

Em um video game velho, de alguém sem vida?

Grande piada esse abismo

Dá abertura ao pessimismo

Não quero nada

Não deixo de ter objetivos

Mesmo assim sorrio

Falsamente…

Apenas sorria, com todo fingimento possível

Engana a si mesmo

E assim, dá pra continuar a viver.

(Source: efeito-psicose, via inv-isible)

É o que é.

Não é a tal da verdade

Não é a tal da vaidade

Não é a tal da mediocridade

É você.

Os teus defeitos.

Os teus feitos.

O teu sonho ruim.

As suas promessas.

As suas peças

Cor de carmim.

É tudo que eu não queria.

Que eu escondia.

Que eu não podia.

Que eu não queria em mim.

É você e eu.

É o apogeu

De uma história assim.

Não é arrependimento,

Nem contentamento.

Nem o amor em mim.

É a superação

A aceitação

De que nós só temos o fim.

(Source: n-ecroterio, via s-epulture)

(Source: suicide-scars, via s-epulture)

Aprende a ser cidadão.

Aprende a ficar sem.

Aprende a ficar bem.

Aprende que é tudo invenção,

Essa tal de felicidade.

Não é coisa que vem com a idade,

Nem é coisa do coração.

Aprende a viver na hipocrisia de negar quem você é.

Aprende a não ter fé.

Aprende a não ser.

Aprende a não ter.

Aprende a se contentar com pouco.

Aprende a fingir não ser louco.

Aprende a se acomodar.

Aprende a não sonhar.

Aprende a não acordar.

Aprende a viver nessa projeção de felicidade,

que é  a vida.

E que você acredita ser a felicidade plena.

Aprende a não aprender.

Só a obedecer.

Como se o mais pesado dos carmas, fosse só uma pena.

(Source: nazic, via pathetic-teens)

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces. Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto. No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida. E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz. Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado. Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada. Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado. Eu deixarei… tu irás e encostarás a tua face em outra face. Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada. Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite. Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa. Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço. E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado. Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos. Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas. Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.

Vinícius de Moraes   (via doce-inverno)

(Source: trecho-de-livros, via inv-isible)